sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Só...



Qual o preço da solidão?
O corpo colocado a venda como mercadoria no tabuleiro? A fantasia de estar sempre sorrindo como oferta de felicidade? A máscara que colocamos no dia a dia, disseca e maltrata, contamos mentiras como se fossem verdades, enganamos a nós e aos outros com a desculpa da solidão.
Quando nos encontramos, gritamos desesperados para a solidão... Nunca vivi isso com ninguém... medo da depressão que arrodeia do seu cheiro de morte que carrega.
Então choramos e nos acariciamos, eu e a solidão... Todos os dias é a mesma cantiga...
Canto para o canto que canta para o deserto que se espelha em mim.
Olho para a lua e como não imaginar que ela se parece comigo, não pela inspiração para os poetas, cantada em verso e prosa, mas, por está sempre só, sai do seu glamour logo que o dia aparece e vai descansar na própria solidão.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Um passo de cada vez



Voltar a escrever é algo tão bom quanto a chance de viver novamente, as vezes fico questionando por que demorar tanto para postar? Por que levo dias ou meses para deixar um recado, uma palavra se quer? Não sei explicar, não consigo, tenho uma dificuldade enorme em começar um assunto, mas quando começo vou muito além do que esperava. Consigo organizar umas idéias e às vezes não, mas faço-me entendido seja em poesia uma crítica ou mesmo uma autocrítica, é sempre bom recomeçar, por isso não gosto de colocar um ponto no final, deixar pontos seguidos (três) é sinal que nos veremos de novo, uma chance está sendo dada para continuarmos amanhã, quem sabe? Ou simplesmente lembrar que vamos continuar seguindo em frente, não gosto de olhar para trás, gosto de sentir o vento no meu rosto, gosto de correr descalço na areia, gosto de jogar bola, de correr e de fotografar... É, aos poucos estou voltando com um passo de cada vez....