Qual o preço da solidão?
O corpo colocado a venda como mercadoria no tabuleiro? A fantasia de estar sempre sorrindo como oferta de felicidade? A máscara que colocamos no dia a dia, disseca e maltrata, contamos mentiras como se fossem verdades, enganamos a nós e aos outros com a desculpa da solidão.
Quando nos encontramos, gritamos desesperados para a solidão... Nunca vivi isso com ninguém... medo da depressão que arrodeia do seu cheiro de morte que carrega.
Então choramos e nos acariciamos, eu e a solidão... Todos os dias é a mesma cantiga...
Canto para o canto que canta para o deserto que se espelha em mim.
Olho para a lua e como não imaginar que ela se parece comigo, não pela inspiração para os poetas, cantada em verso e prosa, mas, por está sempre só, sai do seu glamour logo que o dia aparece e vai descansar na própria solidão.
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